LA BÍBLIA Edição Revista e Atualizada João Ferreira

Provérbios (Author Salomão)

Capítulo 22

1Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e o favor é melhor do que a prata e o ouro.2O rico e o pobre se encontram; quem os faz a ambos é o Senhor.3O prudente vê o perigo e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.4O galardão da humildade e do temor do Senhor é riquezas, e honra e vida.5Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe deles.6Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.7O rico domina sobre os pobres; e o que toma emprestado é servo do que empresta.8O que semear a perversidade segará males; e a vara da sua indignação falhará.9Quem vê com olhos bondosos será abençoado; porque dá do seu pão ao pobre.10Lança fora ao escarnecedor, e a contenda se irá; cessarao a rixa e a injúria.11O que ama a pureza do coração, e que tem graça nos seus lábios, terá por seu amigo o rei.12Os olhos do Senhor preservam o que tem conhecimento; mas ele transtorna as palavras do prevaricador.13Diz o preguiçoso: um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.14Cova profunda é a boca da adúltera; aquele contra quem o Senhor está irado cairá nela.15A estultícia está ligada ao coração do menino; mas a vara da correção a afugentará dele.16O que para aumentar o seu lucro oprime o pobre, e dá ao rico, certamente chegará à: penuria.17Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento.18Porque será coisa suave, se os guardares no teu peito, se estiverem todos eles prontos nos teus lábios.19Para que a tua confiança esteja no senhor, a ti tos fiz saber hoje, sim, a ti mesmo.20Porventura não te escrevi excelentes coisas acerca dos conselhos e do conhecimento,21para te fazer saber a certeza das palavras de verdade, para que possas responder com palavras de verdade aos que te enviarem?22Não roubes ao pobre, porque é pobre; nem oprimas ao aflito na porta;23porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam lhes tirará a vida.24Não faças amizade com o iracundo; nem andes com o homem colérico;25para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma.26Não estejas entre os que se comprometem, que ficam por fiadores de dívidas.27Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?28Não removas os limites antigos que teus pais fixaram.29Vês um homem hábil na sua obrar? esse perante reis assistirá; e não assistirá perante homens obscuros.

Capítulo 23

1Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;2e põe uma faca à tua garganta, se fores homem de grande apetite.3Não cobices os seus manjares gostosos, porque é comida enganadora.4Não te fatigues para seres rico; dá de mão à tua própria sabedoria:5Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu.6Não comas o pão do avarento, nem cobices os seus manjares gostosos.7Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.8Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.9Não fales aos ouvidos do tolo; porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.10Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos,11porque o seu redentor é forte; ele lhes pleiteará a causa contra ti.12Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.13Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá.14Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol.15Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, ó, meu próprio;16e exultará o meu coração, quando os teus lábios falarem coisas retas.17Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia.18Porque deveras terás uma recompensa; não será malograda a tua esperança.19Ouve tu, filho meu, e sê sábio; e dirige no caminho o teu coração.20Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.21Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.22Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.23Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento.24Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará.25Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz.26Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos.27Porque cova profunda é a prostituta; e poço estreito é a aventureira.28Também ela, como o salteador, se põe a espreitar; e multiplica entre os homens os prevaricadores.29Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos?30Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.31Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.32No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.33Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades.34o serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.35E diràs: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.

Capítulo 24

1Não tenhas inveja dos homens malignos; nem desejes estar com eles;2porque o seu coração medita a violência; e os seus lábios falam maliciosamente.3Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece;4e pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as riquezas preciosas e deleitáveis.5O sábio é mais poderoso do que o forte; e o inteligente do que o que possui a força.6Porque com conselhos prudentes tu podes fazer a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.7A sabedoria é alta demais para o insensato; ele não abre a sua boca na porta.8Aquele que cuida em fazer o mal, mestre de maus intentos o chamarão.9O desígnio do insensato é pecado; e abominável aos homens é o escarnecedor.10Se enfraqueces no dia da angústia, a tua força é pequena.11Livra os que estão sendo levados à morte, detém os que vão tropeçando para a matança.12Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura aquele que pesa os corações não o percebe? e aquele que guarda a tua vida não o sabe? e não retribuirá a cada um conforme a sua obra?13Come mel, filho meu, porque é bom, e do favo de mel, que é doce ao teu paladar.14Sabe que é assim a sabedoria para a tua alma: se a achares, haverá para ti recompensa, e não será malograda a tua esperança.15Não te ponhas de emboscada, ó ímpio, contra a habitação do justo; nem assoles a sua pousada.16Porque sete vezes cai o justo, e se levanta; mas os ímpios são derribados pela calamidade.17Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração;18para que o Senhor não o veja, e isso seja mau aos seus olhos, e desvie dele, a sua ira.19Não te aflijas por causa dos malfeitores; nem tenhas inveja dos ímpios;20porque o maligno não tem futuro; e a lâmpada dos ímpios se apagará.21Filho meu, teme ao Senhor, e ao rei; e não te entremetas com os que gostam de mudanças.22Porque de repente se levantará a sua calamidade; e a ruína deles, quem a conhecerá?23Também estes são provérbios dos sábios: Fazer acepção de pessoas no juízo não é bom.24Aquele que disser ao ímpio: Justo és; os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão;25mas para os que julgam retamente haverá delícias, e sobre eles virá copiosa bênção.26O que responde com palavras retas beija os lábios.27Prepara os teus trabalhos de fora, apronta bem o teu campo; e depois edifica a tua casa.28Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios.29Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.30Passei junto ao campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento;31e eis que tudo estava cheio de cardos, e a sua superfície coberta de urtigas, e o seu muro de pedra estava derrubado.32O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução.33Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso;34assim sobrevirá a tua pobreza como um salteador, e a tua necessidade como um homem armado.



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