82:1Deus está na assembléia divina; julga no meio dos deuses:
82:2Até quando julgareis injustamente, e tereis respeito às pessoas dos ímpios?
82:3Fazei justiça ao pobre e ao órfão; procedei retamente com o aflito e o desamparado.
82:4Livrai o pobre e o necessitado, livrai-os das mãos dos ímpios.
82:5Eles nada sabem, nem entendem; andam vagueando às escuras; abalam-se todos os fundamentos da terra.
82:6Eu disse: Vós sois deuses, e filhos do Altíssimo, todos vós.
82:7Todavia, como homens, haveis de morrer e, como qualquer dos príncipes, haveis de cair.
82:8Levanta-te, ó Deus, julga a terra; pois a ti pertencem todas as nações.
83:0
83:1Ó Deus, não guardes silêncio; não te cales nem fiques impassível, ó Deus.
83:2Pois eis que teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça.
83:3Astutamente formam conselho contra o teu povo, e conspiram contra os teus protegidos.
83:4Dizem eles: Vinde, e apaguemo-los para que não sejam nação, nem seja lembrado mais o nome de Israel.
83:5Pois à uma se conluiam; aliam-se contra ti
83:6as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos,
83:7Gebal, Amom e Amaleque, e a Filístia com os habitantes de tiro.
83:8Também a Assíria se ligou a eles; eles são o braço forte dos filhos de Ló.
83:9Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim junto ao rio Quisom,
83:10os quais foram destruídos em En-Dor; tornaram-se esterco para a terra.
83:11Faze aos seus nobres como a Orebe e a Zeebe; e a todos os seus príncipes como a Zebá e a Zalmuna,
83:12que disseram: Tomemos para nós as pastagens de Deus.
83:13Deus meu, faze-os como um turbilhão de pó, como a palha diante do vento.
83:14Como o fogo queima um bosque, e como a chama incedeia as montanhas,
83:15assim persegue-os com a tua tempestade, e assombra-os com o teu furacão.
83:16Cobre-lhes o rosto de confusão, de modo que busquem o teu nome, Senhor.
83:17Sejam envergonhados e conturbados perpetuamente; sejam confundidos, e pereçam,
83:18para que saibam que só tu, cujo nome é o Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.
84:0
84:1Quão amável são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos!
84:2A minha alma suspira! sim, desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.
84:3Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu.
84:4Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente.
84:5Bem-aventurados os homens cuja força está em ti, em cujo coração os caminhos altos.
84:6Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; e a primeira chuva o cobre de bênçãos.
84:7Vão sempre aumentando de força; cada um deles aparece perante Deus em Sião.
84:8Senhor Deus dos exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!
84:9Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
84:10Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade.
84:11Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.
84:12Ó Senhor dos exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.