LA BÍBLIA Edição Revista e Atualizada João Ferreira

Hebreus (Author Paulo)

5:1Porque todo sumo sacerdote tomado dentre os homens é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados,

5:2podendo ele compadecer-se devidamente dos ignorantes e errados, porquanto também ele mesmo está rodeado de fraqueza.

5:3E por esta razão deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, oferecer sacrifício pelos pecados.

5:4Ora, ninguém toma para si esta honra, senão quando é chamado por Deus, como o foi Arão.

5:5assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei;

5:6como também em outro lugar diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

5:7O qual nos dias da sua carne, tendo oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua reverência,

5:8ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu;

5:9e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem,

5:10sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

5:11Sobre isso temos muito que dizer, mas de difícil interpretação, porquanto vos tornastes tardios em ouvir.

5:12Porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido.

5:13Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança;

5:14mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.

6:1Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus,

6:2e o ensino sobre batismos e imposição de mãos, e sobre ressurreição de mortos e juízo eterno.

6:3E isso faremos, se Deus o permitir.

6:4Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo,

6:5e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro,

6:6e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério.

6:7Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de Deus;

6:8mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

6:9Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.

6:10Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda os servis.

6:11E desejamos que cada um de vós mostre o mesmo zelo até o fim, para completa certeza da esperança;

6:12para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.

6:13Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha outro maior por quem jurar, jurou por si mesmo,

6:14dizendo: Certamente te abençoarei, e grandemente te multiplicarei.

6:15E assim, tendo Abraão esperado com paciência, alcançou a promessa.

6:16Pois os homens juram por quem é maior do que eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda contenda.

6:17assim que, querendo Deus mostrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, se interpôs com juramento;

6:18para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossivel que Deus minta, tenhamos poderosa consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta;

6:19a qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu;

6:20aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

7:1Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou,

7:2a quem também Abraão separou o dízimo de tudo (sendo primeiramente, por interpretação do seu nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz;

7:3sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote para sempre.

7:4Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos.

7:5E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes também tenham saído dos lombos de Abraão;

7:6mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou ao que tinha as promessas.

7:7Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.

7:8E aqui certamente recebem dízimos homens que morrem; ali, porém, os recebe aquele de quem se testifica que vive.

7:9E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos,

7:10porquanto ele estava ainda nos lombos de seu pai quando Melquisedeque saiu ao encontro deste.

7:11De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?

7:12Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.

7:13Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence a outra tribo, da qual ninguém ainda serviu ao altar,

7:14visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes.

7:15E ainda muito mais manifesto é isto, se à semelhança de Melquisedeque se levanta outro sacerdote,

7:16que não foi feito conforme a lei de um mandamento carnal, mas segundo o poder duma vida indissolúvel.

7:17Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

7:18Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade

7:19(pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus.

7:20E visto como não foi sem prestar juramento (porque, na verdade, aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes,

7:21mas este com juramento daquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre),

7:22de tanto melhor pacto Jesus foi feito fiador.

7:23E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer,

7:24mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio perpétuo.

7:25Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles.

7:26Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus;

7:27que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.

7:28Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, para sempre aperfeiçoado.



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