LA BÍBLIA Edição Revista e Atualizada João Ferreira

Isaías (Author Isaías)

22:1Oráculo acerca do vale da visão. Que tens agora, pois que com todos os teus subiste aos telhados?

22:2e tu que estás cheia de clamor, cidade turbulenta, cidade alegre; os teus mortos não são mortos à espada, nem mortos em guerra.

22:3Todos os teus homens principais juntamente fugiram, sem o arco foram presos; todos os que em ti se acharam, foram presos juntamente, embora tivessem fugido para longe.

22:4Portanto digo: Desviai de mim a vista, e chorarei amargamente; não vos canseis mais em consolar-me pela destruição da filha do meu povo.

22:5Porque dia de destroço, de atropelamento, e de confusão é este da parte do Senhor Deus dos exércitos, no vale da visão; um derrubar de muros, e um clamor até as montanhas.

22:6Elão tomou a aljava, juntamente com carros e cavaleiros, e Quir descobriu os escudos.

22:7Os teus mais formosos vales ficaram cheios de carros, e os cavaleiros postaram-se contra as portas.

22:8Tirou-se a cobertura de Judá; e naquele dia olhaste para as armas da casa do bosque.

22:9E vistes que as brechas da cidade de Davi eram muitas; e ajuntastes as águas da piscina de baixo;

22:10e contastes as casas de Jerusalém, e derrubastes as casas, para fortalecer os muros;

22:11fizestes também um reservatório entre os dois muros para as águas da piscina velha; mas não olhastes para aquele que o tinha feito, nem considerastes o que o formou desde a antiguidade.

22:12O Senhor Deus dos exércitos vos convidou naquele dia para chorar e prantear, para rapar a cabeça e cingir o cilício;

22:13mas eis aqui gozo e alegria; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho, e se diz: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.

22:14Mas o Senhor dos exércitos revelou-se aos meus ouvidos, dizendo: Certamente esta maldade não se vos perdoará até que morrais, diz o Senhor Deus dos exércitos.

22:15Assim diz o Senhor Deus dos exércitos: Anda, vai ter com esse administrador, Sebna, o mordomo, e pergunta-lhe:

22:16Que fazes aqui? ou que parente tens tu aqui, para que cavasses aqui uma sepultura? Cavando em lugar alto a tua sepultura, cinzelando na rocha morada para ti mesmo!

22:17Eis que o Senhor te arrojará violentamente, ó homem forte, e seguramente te prenderá.

22:18Certamente te enrolará como uma bola, e te lançará para um país espaçoso. Ali morrerás, e ali irão os teus magníficos carros, ó tu, opróbrio da casa do teu senhor.

22:19E demitir-te-ei do teu posto; e da tua categoria serás derrubado.

22:20Naquele dia chamarei a meu servo Eliaquim, filho de Hilquias,

22:21e vesti-lo-ei da tua túnica, e cingi-lo-ei com o teu cinto, e entregarei nas suas mãos o teu governo; e ele será como pai para os moradores de Jerusalém, e para a casa de Judá.

22:22Porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro; ele abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá.

22:23E fixá-lo-ei como a um prego num lugar firme; e será como um trono de honra para a casa de seu pai.

22:24Nele, pois, pendurarão toda a glória da casa de seu pai, a prole e a progênie, todos os vasos menores, desde as taças até os jarros.

22:25Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, cederá o prego fincado em lugar firme; será cortado, e cairá; e a carga que nele estava se desprenderá, porque o Senhor o disse.

23:1Oráculo acerca de Tiro. Uivai, navios de Társis, porque ela está desolada, a ponto de não haver nela casa nem abrigo; desde a terra de Quitim lhes foi isso revelado.

23:2Calai-vos, moradores do litoral, vós a quem encheram os mercadores de Sidom, navegando pelo mar.

23:3Por sobre grandes águas foi-lhe trazida a sua provisão, a semente de Sior, a ceifa do Nilo; e ela se tornou a feira das nações.

23:4Envergonha-te, ó Sidom; porque o mar falou, a fortaleza do mar disse: Eu não tive dores de parto, nem dei à luz, nem ainda criei mancebos, nem eduquei donzelas.

23:5Quando a notícia chegar ao Egito, assim haverá dores quando se ouvirem as notícias de Tiro.

23:6Passai a Társis; uivai, moradores do litoral.

23:7É esta, porventura, a vossa cidade alegre, cuja origem é dos dias antigos, cujos pés a levavam para longe a peregrinar?

23:8Quem formou este desígnio contra Tiro, distribuidora de coroas, cujos mercadores eram príncipes e cujos negociantes eram os mais nobres da terra?

23:9O Senhor dos exércitos formou este desígnio para denegrir a soberba de toda a glória, e para reduzir à ignomínia os ilustres da terra.

23:10Inunda como o Nilo a tua terra, ó filha de Társis; já não há mais o que te refreie.

23:11Ele estendeu a sua mão sobre o mar, e abalou os reinos; o Senhor deu mandado contra Canaã, para destruir as suas fortalezas.

23:12E disse: Não continuarás mais a te regozijar, ó oprimida donzela, filha de Sidom; levanta-te, passa a Chipre, e ainda ali não terás descanso.

23:13Eis a terra dos caldeus! este é o povo, não foi a Assíria. Destinou a Tiro para as feras do deserto; levantaram as suas torres de sítio; derrubaram os palácios dela; a ruínas a reduziu.

23:14Uivai, navios de Társis; porque está desolada a vossa fortaleza.

23:15Naquele dia Tiro será posta em esquecimento por setenta anos, conforme os dias dum rei; mas depois de findos os setenta anos, sucederá a Tiro como se diz na canção da prostituta.

23:16Toma a harpa, rodeia a cidade, ó prostituta, entregue ao esquecimento; toca bem, canta muitos cânticos, para que haja memória de ti.

23:17No fim de setenta anos o Senhor visitará a Tiro, e ela tornará à sua ganância de prostituta, e fornicará com todos os reinos que há sobre a face da terra.

23:18E será consagrado ao Senhor o seu comércio e a sua ganância de prostituta; não se entesourará, nem se guardará; mas o seu comércio será para os que habitam perante o Senhor, para que comam suficientemente; e tenham vestimenta esplêndida.

24:1Eis que o Senhor esvazia a terra e a desola, transtorna a sua superfície e dispersa os seus moradores.

24:2E o que suceder ao povo, sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua senhora; ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao que recebe usura, como ao que paga usura.

24:3De todo se esvaziará a terra, e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra.

24:4A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra.

24:5Na verdade a terra está contaminada debaixo dos seus habitantes; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram o pacto eterno.

24:6Por isso a maldição devora a terra, e os que habitam nela sofrem por serem culpados; por isso são queimados os seus habitantes, e poucos homens restam.

24:7Pranteia o mosto, enfraquece a vide, e suspiram todos os que eram alegres de coração.

24:8Cessa o folguedo dos tamboris, acaba a algazarra dos jubilantes, cessa a alegria da harpa.

24:9Já não bebem vinho ao som das canções; a bebida forte é amarga para os que a bebem.

24:10Demolida está a cidade desordeira; todas as casas estão fechadas, de modo que ninguém pode entrar.

24:11Há lastimoso clamor nas ruas por falta do vinho; toda a alegria se escureceu, já se foi o prazer da terra.

24:12Na cidade só resta a desolação, e a porta está reduzida a ruínas.

24:13Pois será no meio da terra, entre os povos, como a sacudidura da oliveira, e como os rabiscos, quando está acabada a vindima.

24:14Estes alçarão a sua voz, bradando de alegria; por causa da majestade do Senhor clamarão desde o mar.

24:15Por isso glorificai ao Senhor no Oriente, e na região litorânea do mar ao nome do Senhor Deus de Israel.

24:16Dos confins da terra ouvimos cantar: Glória ao Justo. Mas eu digo: Emagreço, emagreço, ai de mim! os pérfidos tratam perfidamente; sim, os pérfidos tratam muito perfidamente.

24:17O pavor, e a cova, e o laço vêm sobre ti, ó morador da terra.

24:18Aquele que fugir da voz do pavor cairá na cova, e o que subir da cova o laço o prenderá; porque as janelas do alto se abriram, e os fundamentos da terra tremem.

24:19A terra está de todo quebrantada, a terra está de todo fendida, a terra está de todo abalada.

24:20A terra cambaleia como o ébrio, e balanceia como a rede de dormir; e a sua transgressão se torna pesada sobre ela, e ela cai, e nunca mais se levantará.

24:21Naquele dia o Senhor castigará os exércitos do alto nas alturas, e os reis da terra sobre a terra.

24:22E serão ajuntados como presos numa cova, e serão encerrados num cárcere; e serão punidos depois de muitos dias.

24:23Então a lua se confundirá, e o sol se envergonhará, pois o Senhor dos exércitos reinará no monte Sião e em Jerusalém; e perante os seus anciãos manifestará a sua glória.



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